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CARMELO SANTA TERESA
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Celebração
dos 25 Anos de existência
e
comemoração dos 100 anos de vida da
Irmã Maria Madalena da Eucaristia .
No dia 02 de janeiro de 2011, realizou-se a Missa de Ação
de Graças pelo Jubileu de Prata do Carmelo Santa
Teresa, em Itajaí - Santa Catarina. Na ocasião, elevou-se
também Ação de Graças pelos 100 anos de vida, doação e
fidelidade da Irmã Maria Madalena da Eucaristia.
A cerimônia religiosa foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano
de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger e
concelebrada pelo Padre Sérgio José de Souza, Pároco da
Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, e também pelo Padre
João Cardoso, além do Diácono paroquial e seminaristas ,
havendo expressiva presença dos fiéis da comunidade, muitos
visitantes, amigos e colaboradores. As Irmãs da Divina
Providência abrilhantaram o culto divino entoando as músicas
litúrgicas durante toda a celebração.
A BÊNÇÃO
APOSTÓLICA DO PAPA
Antes de iniciar a homilia, Dom Murilo convidou o Padre Sérgio
José de Souza a proceder a leitura de documento firmado por
Sua Santidade o Papa Bento XVI, onde, fazendo-se acompanhar
espiritualmente na celebração, concedeu sua bênção
apostólica ao Carmelo Santa Teresa, e cujo conteúdo
transcrevemos a seguir:
"Sua
Santidade o Papa Bento XVI, concede de coração, a desejada
Bênção Apostólica, à Irmã Terezinha de Jesus, Priora,
e às Irmãs Carmelitas do Carmelo Santa Teresa de Itajaí - Santa
Catarina, por ocasião do 25º ano de fundação do Carmelo Santa
Teresa e invoca, por intercessão de Maria Santíssima,
abundância das graças divinas. Primeiro de janeiro de mil
novecentos e oitenta e seis a dois mil e onze".
SÍNTESE DA HOMILIA DE
DOM MURILO
Na seqüência, Dom Murilo cumprimentou todas as autoridades
religiosas presentes, a comunidade e a aniversariante, Irmã Maria
Madalena da Eucaristia, pela comemoração de seus 100 anos de
vida. Em sua homilia, discorreu sobre o sentido e
importância da Epifania. A manifestação dos Magos, a
Epifania em si, é fato tão grandioso, disse ele, que os
povos do Oriente a consideram tão relevante quanto o próprio
Natal. Observou que Cristo nasceu, não só para uma raça
ou um povo específico, mas para todos, fato já bem
compreendido pelos povos já desde os primeiros séculos da era
cristã. Fazendo menção à comemoração jubilar do
Carmelo, traçou um paralelo, relembrando a importância
desta celebração ter como plano de fundo a manifestação
grandiosa da visita dos Magos do Oriente. Refletindo a
leitura do profeta Isaías, lembrou a profecia que indicava
o aparecimento de muitos do Oriente, junto à Terra Prometida,
trazendo ouro e incenso, e glorificando a Deus.
"Vinte e cinco anos atrás, quais novos Magos do
Oriente", disse dom Murilo, "... as Irmãs Carmelitas
aqui vieram. Não traziam ouro, não traziam incenso, não
traziam mirra. Traziam sim, o desejo de glorificar o
Senhor". Sintetizou que as Irmãs Carmelitas não
vieram em busca de fortuna, de glória, nem em busca de coisas
materiais, mas com a finalidade específica de que Deus, com a sua
presença, fosse glorificado. "Atualiza-se, portanto, para a
Arquidiocese de Florianópolis, aquilo que o Profeta Isaías havia
anunciado, setecentos anos antes dos acontecimentos, sobre aquilo
que aconteceria com os Magos do Oriente".
Refletindo sobre as palavras de São Paulo, em sua carta aos
Efésios, em que reafirma que "a salvação é para
todos", o "mistério" a que se refere, é uma
verdade escondida, e que nos cabe hoje refletir e fazer penetrar.
"Certas verdades de Deus, não são de imediato
conhecidas", disse ele. Elas precisam ser aprofundadas,
pesquisadas. O mesmo acontece no Carmelo. Pessoas de nossas
famílias, de nossas comunidades, vem aqui para penetrar nos
mistérios de Deus, mas não em busca do conhecimento ou do
conforto pessoal. Quando alguém na Igreja ou uma comunidade,
penetra nos mistérios de Deus, mesmo que a pessoa viva
escondida, esses mistérios se revelam a outros.
Voltando Dom Murilo aos Reis Magos, disse que a mesma inquietação
interior que os levou à atitude corajosa em seguir a estrela para
simplesmente "adorar o Salvador" sem outros interesses
periféricos, é a mesma inquietação que culminou na vocação
das nossas religiosas, a busca para gorificar e adorar a Deus, o
que não ocorreria, nem num caso e nem no outro, se a
opção pelo"comodismo" prevalecesse sobre a atitude
vocacional direcionada e decidida. Deixando suas terras,
deixando o "Rio Grande do Sul", estabeleceram-se
em nosso Estado, num local onde não havia Carmelo, para adorar e
glorificar a Deus.
GALERIA DE
FOTOS DO JUBILEU DE PRATA DO CARMELO SANTA TERESA


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